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Mercado imobiliário de Maricá mantém projeções, apesar do coronavírus

Para manter o otimismo, setor conta com o histórico de Maricá, que apresenta franco crescimento

O mercado imobiliário de Maricá parece estar indo na contramão de algumas mais cautelosas para este ano, por conta do coronavírus e seus reflexos na economia mundial. Se as construtoras que previam lançamentos de pelo menos 20 novos empreendimentos este ano na cidade mantêm suas projeções, imobiliárias fazem coro e também apostam que as vendas, pelo menos, devem se manter nos patamares de 2019.

“Estamos vendo nisso tudo uma grande oportunidade. Essa pandemia do coronavírus está fazendo com que as pessoas enxerguem as coisas mais relevantes da vida. Com essa diminuição de ritmo, elas estão avaliando o que vale mesmo a pena. E uma delas é valorizar o conceito de moradia e família”, diz Bruno Mendes, gerente comercial da Pró Lotes, que comercializa o Solaris, um condomínio de alto padrão em Inoã.

Ele conta que para driblar essa dificuldade imposta pela reclusão social do vírus, a Pró Lotes, maior loteadora do estado do Rio, vem intensificando o trabalho nas redes sociais e nos canais digitais.A empresa está desenvolvendo uma estratégia específica, chamada “Seu terreno, sem sair do sofá”. Pela qual o interessado em adquirir um imóvel pode fazer todo o processo, desde a visita ao empreendimento à assinatura do contrato, de forma remota, pelo computador. 

Para Eduardo Davis, diretor regional da Imobiliária Brasil Brokers que cuida de todo o Leste Fluminense, 2020 ainda reserva grandes surpresas para o setor. Ele estima que o problema deste trimestre será superado pelo forte aquecimento das vendas no restante do ano. O diretor diz que o momento é de aprendizagem: melhorar o modelo de negócio e criar oportunidades diante da pandemia.

“As pessoas já estão revendo valores e conceitos, percebendo que é fundamental ter qualidade de vida, uma boa casa, morar com conforto, com mais espaço. Esse legado deverá ser mais bem trabalhado pelas equipes de venda daqui pra frente”, afirma.

Para manter tanto otimismo, o setor conta ainda com a pujança de Maricá, que foi a cidade a apresentar o maior desenvolvimento em 2019, dentre todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Este crescimento deve-se, sobretudo, à exploração dos petróleo. Sede do Campo de Lula, o maior do pré-sal até agora, Maricá lidera a arrecadação deste tributo no país. A expectativa é de que em 2020 o município coloque nos cofres cerca de R$ 2 bilhões apenas com recursos oriundos do petróleo.